sexta-feira, 26 de junho de 2009

Arte comercial | To sell or not to sell


"A ilustração seria uma linguagem dirigida pela circunstancialidade e, por esse motivo, uma experiência e um conhecimento artístico atrofiados. Esse preconceito é tristemente real e revela uma absoluta incompreensão até da própria história da arte. Todavia, não podemos deixar ao largo esse tema do fim servido da arte e da circunstância que norteou grande parte da criação em todas as épocas.
Bastaria apenas citar, no universo da música, alguém que resplandece como astro eterno; refiro-me a Johann Sebastian Bach, que levou ao extremo sublime seu ofício de músico.
Como autêntico artesão, ele trabalhava copiosamente, semanalmente, para os cultos dominicais. Em vida, mais conhecido como exímio organista, até hoje nos causa depressão a leitura de suas humildes cartas, solicitando ajuda e proteção para os nobres de sua época. Sua magistral música - meramente destinada ao momento - tornou-se erudita e transcendente em nossos tempos. com o estigma de música descartável, sua obra ficou esquecida após sua morte. Apenas no princípio do século XIX, Mendelssohn o "ressucitou", e é também no início do século XX que as transcrições para orquestra feitas por Leopold Stokowski o popularizaram, colocando-o num lugar que sempre foi seu - um monumento da música."

(Rui de Oliveira - in "Pelos jardins Boboli")

According to Rui de Oliveira, a great brazilian illustrator, there is a prejudice against the art of illustration, that it would be a minor art, because it attends to a specific purpose.
He refers to Johan Sebastian Bach, who was known merely as a good organist during his life, working hard and wrinting songs for the sunday services, living poorly and begging the rich for help and protection in sad letters... His music was even considered disposable, and he was totally forgotten after his death, until Mendelssohn brought his writings up to the mis en scene again, in the early XIX century.
Nowadays, his work is considered a monument in Music.

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